segunda-feira, 9 de julho de 2007

Ser vegetariana

Já fazia um tempo que eu refletia sobre a possibilidade de não comer mais carne. Por quê? Por que muita gente falava sobre “não comer animais”, “não comer nossos amigos”, enfim, por inúmeros motivos. Tenho uma amiga que é vegetariana há muito tempo. Mas isso não me tocava diretamente. Só era engraçado cozinhar sem carne, às vezes ter que inventar comidas para compartilhar, mas nada de mais.
Também tenho uma irmã que é bióloga. Durante a faculdade me alertou para a forma completamente “animalesca” (isso foi muito irônico) como tratamos os bichinhos. Ela leu alguns livros que contavam como o vitelo é puro sofrimento; os frangos são enfermiços, já que são seres literalmente “criados” (levando em consideração que eles crescem de forma induzida, devido às altíssimas doses de hormônios que recebem); e como o gado sofre, especialmente em seus momentos finais. Além das considerações sobre as energias que pairavam sobre a carne desses animais, tínhamos os dados ecologicamente corretos, onde sabemos que falta de alimentos ocorre única e exclusivamente das escolhas que os seres humanos fazem:
“Quando as inteligências da Terra se conscientizarem de que não vale a pena guerrear, matar para viver, destruir por prazer e, quando os recursos forem canalizados somente para o bem da humanidade, então nada faltará em lugar nenhum para ninguém. A falta de alimentos, por exemplo, acompanha a falta de compreensão. Isso é o bastante para que se possa compreender o resto. As corridas armamentistas, as despesas com vigilância dos países ricos, em quanto fica? Falta quase tudo, por faltar quase todo o amor que deveria existir.”
[1]
Apesar de fazer todo sentido, faltava alguma coisa para a decisão “não comerei mais carne”. Depois de algumas experiências e vivências no campo espiritual, ou seja, compreendendo melhor o amor de Deus em minha vida, estava lendo o livro “Missionários da Luz”. Eis que, na página 41, levo um choque:
“(...) e nós outros, quando nas esferas da carne? Nossas mesas não se mantinham à custa das vísceras dos touros e das aves? A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.”
[2]
Desde então, ainda que sem consciência plena dos resultados, parei de comer carne. São três semanas muito tranqüilas, onde notei que criaram um grande mito sobre a falta de proteínas[3], assim como, sobre as vantagens gustativas da carne. Estou redescobrindo o sabor de coisas que já gostava de comer, mas que agora parecem mais gostosas! Sem dificuldades, porque é imensa a variedade de opções para os vegetarianos. Claro que ainda é difícil comer fora, mas nada que não seja contornado por BOA VONTADE e uma REEDUCAÇÃO de antigos hábitos. Agora, seguramente me sinto melhor por colaborar, mesmo que pouco, para a construção de um universo melhor!

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: JÁ RESISTI A UM CHURRASCO! Quase um mês!


[1] MAIA, João Nunes; LANCELLIN. Iniciação: viagem astral. 8. ed. Belo Horizonte: Fonte Viva, 1997. p. 55-56.
[2] XAVIER, Francisco Cândido; ANDRÉ LUIZ. Missionários da Luz. 22. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1990.
[3] Sobre a “reposição” de proteínas, falarei em nova oportunidade. Desde já, recomendo alguns sites sobre vegetarianismo.

1 comentários:

Patrícia disse...

ótima iniciativa.
tudo o que a gte puder mudar pensando em um bem maior, é válido.

bjo!!